Quinta-feira, 3 de Julho de 2008

Dos Calhaus da Diocese Bracarense à Mina Braguesa

 

Quem, com a devida emoção, respeito e veneração, iniciar uma romagem aos diversos santuários da Antiguidade Bracarense, instalados no Museu D. Diogo de Sousa, depara-se, no piso da entrada, com um amplo corredor ao longo do qual se pode ir apreciando uma breve abordagem à história do Museu e onde avultam, como colunas dum pórtico sagrado, dois dos precursores da arqueologia bracarense: as figuras do Dr. Pereira Caldas e de Albano Belino.
José Joaquim da Silva Pereira Caldas era natural das Caldas de Vizela, onde nasceu a 26 de Janeiro de 1818. Tendo feito os estudos secundários em Guimarães, matriculou-se depois na Universidade de Coimbra onde concluiu os estudos superiores.
Depois de uma breve passagem pelo Liceu Nacional de Leiria, o Dr. Pereira Caldas, fez toda a sua carreira docente no Liceu Nacional de Braga, desde Novembro de 1846, como professor proprietário e vitalício na área da Matemática.
Foi nesta cidade que desenvolveu, a par da sua carreira docente, toda uma actividade de intervenção política, cultural e cívica nos mais diversos sectores da sociedade portuguesa e, sobretudo, da sociedade bracarense, desde a sua participação nas lutas liberais até à publicação de numerosíssimos artigos em jornais e revistas da época e de múltiplos opúsculos.
 Embora nascido nas Caldas de Vizela o Dr. Pereira Caldas considerava-se filho adoptivo da cidade de Braga. E de facto esta cidade acolheu-o e, após a sua morte ocorrida em 1903, determinou, em sessão camarária, atribuir a uma artéria da urbe o nome do Dr. Pereira Caldas para que ficasse na memória dos bracarenses a figura deste “sábio professor, bibliófilo notável, democrata ardente[1].
Foi, de facto, um bibliófilo notável. O Dr. Pereira Caldas possuía uma riquíssima biblioteca particular onde abundavam excelentes obras de peritos nacionais e estrangeiros relacionadas com a Arqueologia e a Epigrafia.
 
“Albano Ribeiro Belino nasceu no dia 18 de Dezembro de 1863 em Gouveia. Chegou a Guimarães em Julho de 1876, para se iniciar no ofício de marçano na tabacaria de José Joaquim de Lemos.
Desde cedo começou a fazer-se notar pela sua inteligência e espírito de iniciativa.
Reconhecendo as qualidades do rapaz, um dos clientes habituais da Tabacaria Lemos, o cónego António Joaquim de Oliveira Cardoso, poeta e dramaturgo, iniciou-o nas artes da escrita.
No final de Abril de 1881, casou com Delfina Rosa, sobrinha do Cónego António de Oliveira Cardoso, cuja casa frequentava. O matrimónio, com uma mulher que já ultrapassara os 43 anos, trouxe-lhe a fortuna e levou-o a instalar-se em Braga. Será aí que, inspirado na obra e no exemplo de Martins Sarmento, dará início às suas prospecções arqueológicas e se tornará uma figura incontornável da arqueologia portuguesa da viragem do século XIX para o século XX.
A morte levou-o cedo. No final de Novembro de 1905 foi acometido por um ataque apopléctico, de que resultaram graves sequelas, incluindo a paralisia parcial do ladodireito. Não recuperaria deste acidente, vindo a falecer no dia 2 de Dezembro do anoseguinte, sem ter completado os 43 anos de idade.
Partiu sem ver concretizado o sonho que alimentara muitos anos: a abertura de um Museu Arqueológico em Braga, onde projectara depositar os objectos que coleccionou ao longo de mais de uma década. E partiu com uma forte amargura em relação à cidade onde se fez arqueólogo, devido à atitude de desprezo em relação à memória material do passado, então dominante em Braga.
Logo após o falecimento de Albano Belino, a sua viúva deu conta ao Presidente da Sociedade Martins Sarmento de que era vontade do seu marido, e sua, que o museu arqueológico que possuía em Braga, e que continuava alojado provisoriamente em condições precárias no Paço Arquiepiscopal, passasse a fazer parte do Museu Arqueológico da Sociedade Martins Sarmento, doando a esta Instituição de Guimarães os objectos que compunham o respectivo espólio.”[2]
 
Albano Belino ao instalar-se em Braga, após o seu casamento, encontrou no Dr. Pereira Caldas um apoio seguro no que respeita aos estudos científicos referentes à Arqueologia e Epigrafia. Como Albano Belino não possuía qualquer diploma escolar, era um autodidacta, a “opulenta livraria” do Dr. Pereira Caldas, colocada à sua disposição, foi-lhe de extrema utilidade. Com a data de 2 de Fevereiro de 1895, Albano Belino escreve, numa espécie de prefácio ao seu livro[3] de inscrições romanas de Braga, o seguinte: Convencidos, porém, do quanto pode a vontade e o esforço, procurámos superar essas dificuldades, que fariam recuar talvez outros como nós ainda noveis no assunto: e prosseguimos animado por dois respeitabilíssimos amigos nossos, o sr. Dr. Martins Sarmento, de Guimarães, (que muito nos instigara a estas investigações), e o sr. Dr. Pereira Caldas, de Braga, que generosamente nos confiara da sua opulenta livraria os melhores trabalhos de epigrafia romana.
Deste sábio professor-decano do Liceu desta cidade, temos em nosso poder a seguinte carta, de que fizera acompanhar a primeira remessa de livros do nosso pedido:
«Não abandone os estudos epigráficos encetados, e de que me diz ter dado noticia ao Dr. Martins Sarmento, de Guimarães, que é uma biblioteca viva em assuntos arqueológicos, em todos os ramos amplíssimos desse vastíssimo tronco.
Exigem esses estudos muita paciência e muitos subsídios, para o estudioso da espécie não ser arqueólogo de nome, e falsificador de facto, como o fora o enfatuado Machado do século seiscentista — Gaspar Álvares de Lousada Machado — deixando esse apelido em execrando renome.
Tem sempre achado em mim o Albano Bellino a máxima franqueza, em pôr à sua disposição os meus livros, e os meus conselhos.
Não é isto favor especial: é procedimento meu para com todos os estudiosos e filho da educação da juventude, graças á ilustração de meu nunca olvidado pai (…).
Sabe por experiência o Albano Bellino, como por muitos estudiosos do país, e não poucos de fora dele, é de contínuo, frequentada a minha livraria, onde eles acham subsídios literários, que por vezes não encontram em nenhumas outras.
Conte por isso plenamente, agora e sempre, com a permissão do manuseamento dos meus livros, onde achará anotações minhas em quase todos os de mais uso.
Aproveite-se de tudo à vontade, para nunca o poderem alcunhar de COPISTA FALSIFICADOR, como fora esse Machado seiscentista - arquivista literário da Sé Primacial — mais rebaixado afinal no estádio que o limo das águas estagnadas, e a podridão da vasa das marés.
Compulse o Albano Bellino os indículos indispensáveis ao arqueólogo novel, para luminosa iniciação, e regrada direcção, no espinhoso assunto da EPIGRAFIA ROMANA.
Lembrar-lhe-ei por exemplo — e para exemplo apenas — alguns especimens no caso.
Darei o primeiro lugar ao venerando ancião lisbonense, o indefesso consócio arqueólogo Joaquim Possidónio Narciso da Silva, com as suas Noções Elementares de Arqueologia, ilustradas com numerosas gravuras.
E darei o segundo lugar, como elucidação amplíssima a essas Noções Elementares, à Introduction á l’étude de l’archeólogie de Millin, sem esquecer concomitantemente o Resumé complet d’archeólogie de Champollion Figeac.
Não ajunte a estes preliminares o Albano Bellino — no alvo de não sobrecarregar-se demais em seus inícios profícuos — senão o Cours d’épigraphie latine de Cagnat, e o Dictionnaire des antiquités romaines et grecques de Rich, todo repleto de numerosíssimas gravuras — ou ainda o trabalho análogo de Daremberg & Saglio.
E quando muito, meu Albano Bellino, auxilie-se ainda dos Elements d’archeólogie nationale de Batissier, onde achará uma curiosa bibliografia extensa, facilitadora de fontes e recursos nos multíplices ramos do grande tronco arqueológico.
Em relação ao Reverendo Teatino D. Jerónimo Contador d’Argote — de que não pode o Albano Bellino prescindir no seu estudo de EPIGRAPHIA ROMANA em relação a Braga — duas indicações me cumpre fazer-lhe desde já, no alvo de não emaranhar-se improficuamente nos volumosos escritos do indefesso religioso.
E’ minha indicação primeira — o não servir-se nunca do Reverendo Teatino, a não ser apenas como ÍNDICE LOCALISATIVO das inscrições que ele transcreve, confiado demais na fé de copistas ignorantes — senão talvez de copistas falsários — imitadores embusteiros do arquivista primacial MACHADO, a quem terá o mundo literário como desdouro dos filhos da capital do Minho, dedicados com fervor á indagação escrupulosa da verdade histórica, mediante o auxilio de testemunhos que a documentam.
E de só para esse ÍNDICE LOCALISATIVO nos pode servir o Reverendo Teatino, já eu indicara isso na minha CARTA EPIGRÁFICA ao indefesso autor do Portugal Antigo e Moderno — Augusto Soares de Azevedo Barbosa de Pinho Leal.
E aí roborara eu inconcussamente essa minha indicação, em palavras endereçadas então ao falecido Pinho Leal, e agora igualmente aplicáveis ao Albano Bellino:
Abra o meu amigo as Notícias Arqueológicas de Portugal, escritas em alemão pelo Dr. Emílio Hübner; e vertidas em português pelo nosso finado confrade Augusto Soromenho, por ordem da Academia Real das Ciências de Lisboa: — e achará na página 4 a confirmação do meu aludido asserto, nestas palavras do sábio arqueólogo de Berlim:
«Argote, preocupado com a ideia de encher os seus in-folios, reproduziu quase na íntegra asmemórias que lhe vieram às mãos, sem lhes adicionar cousa alguma essencial; mas também sem lhes fugir aos erros no texto das inscrições e na designação dos lugares».
E visa a minha indicação segunda — a que somente manuseie o Reverendo Teatino em conformidade com a coordenação dos seus grossos volumes, que já em vida do indefesso autor — pelo desordenado do contexto respectivo — eram apelidados pela crítica zombeteira a História dos Calhaus da Diocese Bracarense. (…)
Não dê ouvidos o Albano Bellino à crítica invejosa — oriunda sempre dos ignorantes enfatuados — com presunção de sábios insubstituíveis (…).
Só por esse modo podem eles singularizar-se no estádio literário, onde intentam ousadamente associar-se aos cultores das letras que os repelem, por não poder ser estábulo esse estádio, nem poder idear-se para esses intrujões uma associação, com abstracção prática da conjunção copulativa argola.
O Albano Bellino conhece-os de sobra, a fim de arredar-se deles para longe, cônscio do que é e do que vale, e do nada que são esses histriões da crítica insolente, petulante, e colareja. (…)
E agora, meu Albano Bellino, finalizo com o mesmo exórdio desta minha missiva:
«Não abandone os estudos epigráficos encetados».
 
Lembre-se dos dois versos de CAMÕES nos Lusíadas — Canto I. Est. XL:
«Não tornes para traz; pois é fraqueza
Desistir-se da cousa começada».
 
E lembre-se ainda doutros dois mais do nosso HOMERO PÁTRIO — Canto X. Est. CXLV:
«O favor, com que mais se acende o engenho,
Não o dá a pátria — não».[4]
 
Neste contexto e considerando a referida data de 2 de Fevereiro de 1895, será interessante reler e confrontar o conteúdo desta carta com alguns excertos da correspondência[5] trocada entre o Dr. Martins Sarmento e Albano Belino, no período imediatamente anterior e posterior a esta data.
Embora os estudos arqueológicos já viessem a ser empreendidos entre nós desde o século XVI – lembremos André de Resende que criou em Évora o primeiro museu de inscrições romanas e D. Jerónimo Contador de Argote que na região de Braga recolheu vários materiais e publicou alguns tomos sob a epígrafe “Memórias do Arcebispado de Braga” – a verdade é que é sobretudo no século XIX que assistimos a um surto da busca do nosso passado peninsular com o surgimento de figuras que, agora eivadas do espírito positivista e científico reinante, se dedicaram à investigação dos relíquias das civilizações que nos precederam. Surge uma vasta plêiade de nomes que se tornaram célebres no campo da Arqueologia e da Epigrafia: Possidónio Narciso da Silva, Martins Sarmento, José Leite de Vasconcelos, Albano Bellino, Santos Rocha e muitos outros. Uma febre louca tomou estes homens na busca do nosso passado de milénios de cultura e de civilização. Era uma verdadeira loucura semelhante à daqueles que noutras paragens buscavam o ouro escondido. Foi neste contexto que Martins Sarmento, referindo-se à profusão de sucessivos e quiçá inesperados achados arqueológicos em Braga e arredores, utilizou a expressão “mina braguesa”.[6] A notícia de qualquer achado arqueológico era religiosamente guardada e o secretismo mantido como se de um segredo de seita ou de sociedade secreta se tratasse, até que qualquer revista, jornal ou livro a publicasse já devidamente estudada. Nos próprios títulos das obras publicadas, nos prólogos ou prefácios, havia a preocupação de indicar de que se tratava de inscrições “ainda inéditas,” e, para que não surgisse qualquer equívoco, acrescentava-se, de forma pleonástica, “por isso dadas hoje a lume pela primeira vez”.[7]
É no mínimo curioso ler o que se diz e escreve no foro público e no foro privado. Na carta atrás transcrita - que foi tornada pública com a publicação do livro - e nos excertos da correspondência privada entre Martins Sarmento e Belino estão patentes diferentes padrões de comportamento e de relacionamento entre Martins Sarmento e Belino e entre estes e Pereira Caldas.
Vejamos então alguns Extractos da Correspondência trocada entre o Dr. Martins Sarmento e Albano Belino.[8]
 
Um grande achado!
Nada menos de 5 inscrições inéditas, pois foram encontradas junto à antiga muralha da cidade, há menos de 15 anos, segundo os informes dum lavrador. Que pena que a “Revista” saia só lá para Abril! Receio que alguém as encontre e publique primeiro do que nós; mas pode ser que tal não aconteça.
(Albano Belino - Braga, 5 de Janeiro de 1895)
 
Corre perigo a virgindade das inscrições que julgámos inéditas. […]
É que, desde o dia em que lhe [Pereira Caldas] revelei o caso parece que alguém me diz que ele se preparava para me substituir na “Revista”. […]
V. Exa. compreende que no caso de ele me participar o que tenciona fazer, não me convém contrariá-lo, e por isso vamos a salvar ao menos as que julgámos inéditas. Para isso é necessário que V. Exa. me diga daí:
É possível que o homem, à vista desta carta, desista do que se me afigura, e nesse caso eu mostrava-me antes favorável a que todas principiassem a ser publicadas na Revista. Se ele resistir, então será bom aproveitarmos as inéditas já que isso nos deu trabalho.
V. Exa. concorda?
Para disfarçar convinha que o princípio da carta se referisse ao exame do Ídolo ou outra coisa qualquer.
(Albano Belino - Braga, 9 de Fevereiro de 1895)
 
Não esteja com tanta cerimónia com o Pereira Caldas; diga-lhe a verdade, que é o melhor modo de o desarmar; diga-lhe que já me deu as inscrições para a “Revista”, mas que eu disse logo que haviam de ser publicadas com o nome do seu descobridor. Fique certo que o Caldas não se virá atravessar diante de nós; e, se viesse, não ficaria em bons lençóis. Eu, no seu lugar, não punha mesmo dúvida nenhuma em lhe mostrar a cópia das inscrições inéditas, dizendo-lhe o que há, e prevenindo-o logo de que cometia esta inconfidência por ele ser sócio honorário da corporação que publica a “Revista”, pela sua respeitabilidade, etc. […]
Mando-lhe a resposta do Hübner e por ela verá como lá por fora apreciam o que neste país de bananas apenas faz rir.
(F. Martins Sarmento – Guimarães, 12 de Fevereiro de 1895)
 
O alvitre de as publicar em folheto é magnífico, embora fiquem em segredo até sair a “Revista”.
Mas isso mesmo convém não demorar.
Se depois de as minhas saírem na Revista, o P. C. quiser escrever sobre o mesmo assunto, será bom não lhe impedir isso.
(Albano Belino - Braga, 14 de Fevereiro de 1895)
 
Veremos o que faz ou quer fazer o P. Caldas. As inscrições inéditas é que ele não publica na “Revista”, e não creio que vá procurar outro periódico.
(F. Martins Sarmento – Guimarães, 14 de Fevereiro de 1895)
 
Por vezes a situação atingia tais contornos que se aconselhava o novel arqueólogo a tomar atitudes drásticas:
Nem pense em destruir o calhau. Seria quase um sacrilégio. Em caso de perigo, bastará enterrá-‑lo, e dizer fleumaticamente que não sabe dele, ou que o deu.
(F. Martins Sarmento – Guimarães, 16 de Fevereiro de 1897)
 
Pela leitura da carta publicada constata-se que Albano Belino nutria uma certa reverência e grata veneração por aqueles que ele considerava seus “respeitabilíssimos amigos”: o Dr. Martins Sarmento e o Dr. Pereira Caldas. Um porque o instigou à investigação arqueológica, o outro porque lhe pôs à disposição o manancial da sua rica biblioteca e as suas avisadas orientações bibliográficas e sábios conselhos. “Não dê ouvidos o Albano Bellino à crítica invejosa — oriunda sempre dos ignorantes enfatuados — com presunção de sábios insubstituíveis” e ainda “O Albano Bellino conhece-os de sobra, a fim de arredar-se deles para longe, cônscio do que é e do que vale, e do nada que são esses histriões da crítica insolente, petulante, e colareja.”[9]
Por outro lado, a admiração do Dr. Pereira Caldas pelo Dr. Martins Sarmento também se revela excelente “ (…) Dr. Martins Sarmento, de Guimarães, que é uma biblioteca viva em assuntos arqueológicos, em todos os ramos amplíssimos desse vastíssimo tronco.”[10]

No entanto algo de diferente encontramos ao ler a correspondência privada. Parece que nesta corrida ao ouro arqueológico, cada um dos concorrentes se esforça por ser ele a cortar a meta em primeiro lugar e, consequentemente, a receber a coroa de louros, ainda que, se necessário, seja obrigado a “enterrar o calhau”. E, pelo que lemos, havia outros concorrentes de fora que contribuíam mais ainda para complicar a contenda:
“Recebi o n.º da “Pátria”. Vê-se que o Machado anda com pouca sorte, mas o resultado que tiram os espadachins dos seus ataques a torto e a direito não pode ser outro. Também não gostei da vaia jogada ao Caldas pelo J. Leite, mas aí está outro espadachim, que também a cada passo encontra o pago das suas pimponices. Há gente que leva a vida a bater e a ser batida e passa assim excelentemente. Que lhe preste.”
(F. Martins Sarmento – Guimarães, 9 de Outubro de 1895)[11]
 
As relações entre estes homens nem sempre foram tão cordiais como podiam parecer aos olhos da opinião pública. Com a sua luta e as suas lutas, com o seu empenho e persistência, desbravando terrenos inóspitos, foram afinal estes homens os pioneiros que contribuíram para o conhecimento e preservação do nosso passado comum e permitem às gerações actuais e futuras empreenderem um regresso ao passado no Museu D. Diogo de Sousa, na Citânia de Briteiros ou nas diversas instalações da Fundação Martins Sarmento.


[1] Arquivo Municipal de Braga, excerto de Acta de Sessão Camarária, 1912.
[2] Neves, António Amaro das, CatalogoBelinoWeb, Texto Introdutório Da Exposição de Março de 2005,Museu da Sociedade Martins Sarmento, SECÇÃO ALBANO BELLINO.
3] Belino, Albano, Inscrições Romanas de Braga (inéditas). Braga, Tipografia Lusitana, 1895.
4] Idem, ibidem
[5] Martins Sarmento e Albano Bellino – CatalogoBelinoWeb, Extractos da Correspondência (3 de Agosto de 1894 a 22 de Junho de 1899)
[6] Estimo muito que os ventos lhe continuem favoráveis. O meu palpite é que ainda tem muita coisa a descobrir nessa mina braguesa. (F. Martins Sarmento – Guimarães, 5 de Maio de 1896)
[7] Belino, Albano, Inscrições Romanas de Braga (inéditas). Braga, Tipografia Lusitana, 1895.
[8] Martins Sarmento e Albano Bellino – CatalogoBelinoWeb, Extractos da Correspondência (3 de Agosto de 1894 a 22 de Junho de 1899).
 [9] Belino, Albano, Inscrições Romanas de Braga (inéditas). Braga, Tipografia Lusitana, 1895.
[10] Idem, ibidem 
 [11] Martins Sarmento e Albano Bellino – CatalogoBelinoWeb, Extractos da Correspondência (3 de Agosto de 1894 a 22 de Junho de 1899).
 
publicado por beatonuno às 16:19
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3 comentários:
De Francisco a 10 de Julho de 2008 às 23:42
Já vi que me atrasei na visita...
Amanhã, com calma lerei .
FF
De Anónimo a 11 de Julho de 2008 às 15:55
Lido agora com calma e atentamente o longo escrito hirtórico-arqueológico com que queres enriquecer os teus leitores, verifico, continuo a verificar com agrado, a pureza de linguagem e o saber apresentar um texto que seja lido com gosto. Mas ... não te fiques pela terra dos Arcebispos, desce até Lisboa, se tiver alguma coisa que valha a pena.. sem te esqueceres de passar,novamente, por F. Foz.
Precisava de um pouco do teu jeito para escrever o que tenho para escrever...
FF.
De beatonuno a 11 de Julho de 2008 às 16:26
Grato pelas visitas e pelo comentário.
Diz o ditado popular que "o comer e o coçar vai do começar". Também é usual dizer que o caminho se faz caminhando.. Vamos lá FF.
Estou aqui para ver e para ler.

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