Terça-feira, 9 de Junho de 2009

EM POMBAL NADA FAZ MAL - Parte II

 

O autocarro da Câmara Municipal de Pombal já tinha o motor ligado, mas ninguém tinha pressa em sair da mesa onde um excelente convívio e uma amena cavaqueira prendia os comensais já de papo cheio.
No entanto havia compromissos assumidos pela organização. É que a vertente cultural, o conhecimento de aspectos característicos e específicos dos lugares dos encontros é uma constante que se mantém desde a primeira hora, desde que os pioneiros de Soure, ousando vencer o afastamento, a dispersão e até uma certa inércia, tomaram, em boa hora, a iniciativa de arrancar com estes encontros de antigos alunos. Basta ouvir falar o Zé Carlos Guardado ou algum dos seus “muchachos”.
A empresa RENOESTE, uma unidade de processamento de sal, esperava-nos, impaciente, pela tardança dos convidados. Uns no autocarro, outros em carro próprio ou dos amigos lá começaram a chegar ao Carriço (segundo os entendidos, o nome Carriço derivará do nome de uma planta que abunda naqueles areais, o carriço da areia, Carex Arenaria).
Lá nos aguardava uma simpática guia, tão versada nos assuntos relacionados com a estrutura e funcionamento da RENOESTE e dotada de tais dons que impediam qualquer aluno de estar desatento. Não fora uma ardente sede que de quando em vez encaminhava os presentes para o bebedouro da empresa, a verdade é que ninguém arredava o pé, nem o ouvido e muito menos o olhar de tão atraente mestra. Um primor de exposição! Não sabem o que perderam os faltosos!
Mas vamos lá á bendita central de “Cogeração”. Esta central produz conjuntamente calor e electricidade, a partir da queima do gás natural. A electricidade serve para alimentar a fábrica de sal da RENOESTE. O calor produzido na central de cogeração, sob a forma de água quente, é enviado para a fábrica de sal, onde será utilizado para o aquecimento da salmoura depositada dentro das salinas, aqueles enormes tanques que observámos. O sal aqui produzido é utilizado na produção de cloro numa fábrica de Estarreja.
E as vantagens são muitas: os custos de produção de sal são reduzidos, do ponto de vista energético e económico; tem uma grande importância do ponto de vista ambiental porque sem a existência da cogeração seria preciso ocupar uma área muito grande de terrenos com salinas. Isto seria bastante prejudicial porque a área de concessão da RENOESTE está inserida numa zona de Reserva Ecológica Nacional, que seria potencialmente afectada. Por sua vez, as cavernas de onde foi extraída a salmoura, são utilizadas para a armazenagem do gás natural da TRANSGÁS. (- Será que tomei as notas certas no caderno de casa?)
Basta! Vamos à Sardinhada que nos aguarda no Restaurante Panorâmico! Confesso que uma sardinhada no final do dia pode ser um pouco indigesta, mas «em Pombal nada faz mal».
Alguns já tinham partido para os seus destinos, mas um bom grupo mantinha-se ali naquele fim de tarde quente, perpassado por uma amena brisa de Maio. O declinar do dia é mais propício ao retorno ao lar, ao avivar de memórias comuns, à confidência, ao desabafo, ao contador de histórias. E por isso surgiam aqui e ali, sentados ao redor de umas mesas, pequenos grupos afectivamente mais ligados por anos e anos de um convívio gerador de cumplicidades. Por contraste, via-se também um ou outro isolado, tão cheio de si ou talvez com problemas da infância ou da adolescência mal resolvidos e que, por isso, não conseguia partilhar daquele ambiente tão agradável e tão familiar.
Para o ano há mais, se Deus quiser. Não há bem que sempre dure...
publicado por beatonuno às 17:49
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Quarta-feira, 3 de Junho de 2009

EM POMBAL NADA FAZ MAL - Parte I

 

Chegou finalmente o dia 30 de Maio de 2009!
De longe e de perto, dos quatro pontos cardeais, Antigos Alunos do SIC e acompanhantes dirigiram-se, logo pela manhã, para o maravilhoso espaço do Restaurante Panorâmico, ali bem no alto, sobranceiro à cidade de Pombal. Não consta que alguém se tivesse perdido. Como os bíblicos Reis Magos guiados por uma Estrela – o eficiente GPS de então ( a Bíblia tem tudo! ) – também nós, guiados por uma mesma estrela, por um mesmo ideal, lá fomos conduzidos para a Senhora de Belém.
A Senhora lá estava e nós ali reencontrámos os meninos que nos relembraram o menino que fomos há vinte, trinta, quarenta, cinquenta anos…
Já ali se encontravam os “ pastores” que ao longo de cansados meses nos prepararam gostosamente este reencontro: o imparável A. Simões, o incansável J. Roque, o Ilídio. Cá em baixo, já na cidade, o Armindo Carolino aguardava-nos na Câmara Municipal a que já presidiu durante “onze anos e um dia”.
Cumprido o acto oficial, esperava-nos a Missa na Capela da Senhora de Belém. O velho ditado popular “O homem põe e Deus dispõe” veio permitir que o Fernando Neves e o A. Simões tivessem tempo de sobra para ensaiar os cânticos litúrgicos. Afirmo e confirmo que ficaram bem ensaiados, com trinados e tudo. Lá apareceu apressado e sorridente o P. Jorge Santos, um dos últimos frutos sacerdotais que a Figueira produziu.
Só que o tempo ia desaparecendo e a fome crescendo. Quando ele recitou o último “Oremos”, ouviu-se um certo grupinho, já à saída do templo, responder: “Barriga cheia é o que nós queremos”.
Ataquemos então o repasto que são horas. Uma “sopa à lavrador” para forrar o estômago, de modo a poder receber o “rodízio à brasileira” com a respectiva guarnição. Abundante e suculento. Tudo bem regado com vinho tinto da casa, vinho verde branco de pressão, águas, sumos e cervejas. Para terminar o café (sem bagaço). Ali, à volta da mesa se reencontraram os “meninos” com os seus colegas e, para dar um cheirinho doutras épocas, alguns prefeitos e professores a salpicar o ambiente. Como cereja em cima de um bolo de natas, surge a magnífica ideia da Comissão Organizadora: a entrega de magníficos e ornamentados diplomas de presença neste XVIII ENCONTRO.
Quantas palavras, quantas vivências, quantos olhares cúmplices se cruzaram naquele encantador espaço! Estou a vê-los: Higino Valente de 38, João Amado de 44, Gabriel Duarte de 45, Armindo Carolino de 52, Luís Carlos de 53, Ângelo de 55, José Luís de 56, os de 57. A lista é demasiado extensa: cento e trinta e tal participantes. Não dá para reproduzir aqui a totalidade dos nomes dos presentes. Isso foi obra do A. Simões e do J. Roque. Deus lhes dê muita vida e saúde para organizarem outros encontros. Pela minha parte vinte valores e não se fala mais nisso.
Foi também uma ocasião de encontrar alguns “forenses” habituais: o Zé Vieira, o Zé Carlos, o Arnaldo Rodrigues, o Manuel Dias, o Paulino Martins e de conhecer pessoalmente o Fernando Sequeira. Não se podem perder estas oportunidades!

 

 

 

 

publicado por beatonuno às 16:07
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